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sábado, 6 de novembro de 2010

lua não sorri, lua não chora.
covarde.
sempre está calma e bela;
silenciosa e iluminada;
só alterando sua forma para olhos impuros.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ao som de etc..

vejo individualismo nos olhos,
sinto egoísmo nas bocas,
gasto sentimentos nas pessoas.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

daqui para lá, sem pressa e sem ordem natural,
daqui para lá, sem lágrimas,
daqui para lá, sem casulo, sem dependências;
daqui para aqui, só como colunas reestruturadas
(do vento, meu único medo, é não voar)

domingo, 21 de março de 2010

Às vezes é preciso parar (...)

.




.

e enfim



.

encontrar o silêncio,
a morte,
a alma,
e trocar de essência.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

#

meu céu agora sorri,
e flutua.
meu corpo se reconhece,
se modifica e todos sentem tal mutação.
até eles.

só queria gritar,
mostrar e desabafar
para aqueles que tanto me amam;
mas que não sei,
não me entendem. (ou me entendem)

meu quintal está incrivelmente molhado,
dessa chuva que vale à ouro,
deste sentimento único e quilométrico.
essa água é de batismo, é minha;
essa chuva me pertence. (Nossa)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

#

acelera, acelera meu coração,
desacelera o meu tempo no meu êxtase;
e, quando eu pedir, pára esse mundo (pra mim).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

e no meio de toda aquela turbulência,
aquele caos interno,
eu senti,
senti que já havia matado as esperanças,
mas esperanças ressuscitam,
elas morrem e nascem, (ou não);
e o sorriso, (ah, o mias belo que já percebi) predominou,
a alma ficou contente,
e eu já me sinto viciado
- dominado, em nirvana.

não quero parecer melódico demais,
nem bobo demais,
mas é de minha natureza,
não é açúcar, é afeto.

e se a alma pede,
não há dor que me pare.

-

vai, me absorve que hoje eu quero ser só seu, me dissolve e mexe com a colher



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

-

esta estranheza que me toca,
é de longe,
é de velhos tempos,
não sei como fugir deste sufoco,
- esta faca que me persegue já é cheia de sangue -,
sangue que é meu,
sangue que é de outros.


este sangue sujo escorre sobre toda minha perna.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

duzentos.

pra que essa falsidade toda,
pra que pensar nessa falsidade toda,
se hoje o que eu preciso é de um abraço,
ou nem isso;
um oi sincero,
ou um aperto em minha mão,
clamando - proteção.

pra que tudo isso se você nunca existiu.

domingo, 27 de dezembro de 2009

elliott na mente

Verões e verões se passam,
algumas coisas caem a mudar
seja comportamento ou seu porte físico.
(ou não)

Agora um ano se aproxima do fim,
e o que mudou? - e o que não mu_dou?
há muita coisa trasnformada,
muitos sentimentos caídos,
e vontades mutiladas.

Meu café não mudou,
meu corpo: talvez
meus sentimentos: nem se moveu.

Quero água de se beber,
quero beijo de se beijar,
quero corpo de se tocar,
quero em demasia e isso me estraga.

Meus pés soltam tinta,
me desfaço para refazer, talvez, um novo.
um novo de algo que nem nasceu,
que nem encontrou o caminho da vagina.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

#196

como fogo que não arde;
como agulha que não machuca;
como faca não afiada;
como uma comida insustentável,
e pedra não lapidada
a vida surge e resurge ao tocar dos ventos,
seu tato já não é igual, e,
sua audição se perdeu nos tempos dos conflitos.

quero o samba mais alegre com a melodia mais triste,
quero esquecer os ventos antigos;
nostalgia é para os que não vivem,
lembranças são para os que se perderam no tempo
e - juro, eu não me perdi.
estou mais vivo que os "seres humanos" de Brasília.


alguém gritou que o tempo não pára.
e eu não acreditei nos tempos de filosofia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

-

o tempo devorou- se da minha pessoa,
ele não rio, nem chorou,
o tempo soltou um falso riso de dor no final.
e acreditei nos gnomos.

meu olhar era limpo,
sem mágoas e sem tréguas
meu corpo era cinza,
todo tateado, todo roubado.
não era tão meu.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

novembro sempre chega.

era somente uma dor, não- classificável,
uma dor sem nome, uma dor sem intensidade,
apenas uma dor que chegava e que nunca saia.

ele sentia o peito fulminante,
não sabia explicar aos demais seus sentimentos noturnos,
ao lado da fênix ele só sabia chorar.

choro de desespero no primeiro momento,
no segundo, choro de raiva,
choro de não sentimento no próximo,
e encerrava o bloco com lágrimas de dor.

e quando sentia novamente aquela sensação imprópria,
não havia mais choro em sua face,
suas lágrimas secaram pela primeira vez:
tudo que ele tinha a chorar, sua vida já roubara.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

-

apaguei sutilmente de minha terra
toda aquela gente de berros e gritos,
os sem- alma, sem- dor,
seres nativos de tecnologia,
seres de uma terra sem solo.

não creio na fome de educação, nem na sede da vida,
aqui só nasce a desnutrição do ser.

silenciosamente - a falência chega à terra que já não é minha.

domingo, 8 de novembro de 2009

daquilo que (não) se vê

é tarde de outono e elas caem,
caem do alto, do ponto máximo daquilo que se diz natural.
outras coisas costumam cair,
e no chão permanecem até o próximo sopro.

o vento é o carrasco de meus sentimentos,
ele deixa bambo, confuso, enlouquece- os,
joga à terra e varre de meu caminho.

até o próximo vendaval.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

poema das 21:02

hoje alguma faca perfurou meu coração,
- não vi tua direção-,
não tive tempo para nada,
só senti meu sangue escorrendo,
escorria de tal forma que só fui sentir à coxa,
mas conheço tonalidade e cor do meu,
e este sangue não me pertence.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

#

perdido na esquina de meu próprio corpo,
encharcado de meu próprio suor,
bêbado do meu próprio sangue.

meu corpo joga na cara,
meu corpo grita meu medo,
e meu rosto inventa uma fuga e outra fuga;
o relógio adianta que é muito cedo.
não vou gastar minhas lágrimas de dor,
nem as de alegria;
sonhos são apenas sonhos;
- e paixão já não me pertence.

não sei o que a mim pertence.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CCSP - 13:09 (algum dia)

Vou me conhecendo,
tenho medo.
Continuo,
agarro o vazio,
policio os amores,
versos nú entrelaçam
o que é meu,
o que não tem dono,
e o que deixou de ser.
Meus pés travam:
Paro e olho para o meu corpo,
não me reconheço
e meu corpo grita, aclama e pede por palmas.
Vejo dedos salientes,
tronco negro,
joelhos calados,
pés de andarilho.
Começo a reconhecer- me,
entro em estado ísta,
não é uma mudança,
é apenas a - ressureição - de minha identidade.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Na curva central

No silêncio de tudo
apenas me encontro,
e me vejo encostado ao mar e a natureza calma.

O ar chega derrepente,
espero vento, mas só há ar hoje.
Chega de leve e se aconchega,
rela em meus dedos, me segura e lambe minha retina.

Agora, encontro- me entregue ao desconhecido,
algum corpo vazio predomina um outro cheio,
cheio de dores, tristezas e sorrisos.

Me vejo ao chão em segundos seguintes,
não há cor no primeiro momento, apenas formas para se colorir,
é um momento esdrúxulo e vai se amarelando.
As formas se restringem agora. Loucura minha, corpo teu.