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sábado, 20 de novembro de 2010
moist vagina - nirvana
sua pele cheira carniça. Carniça humana que te levou para as escuridões e você ainda vai implorar para trocar de pele, mas meu amor, você não é cobra. De ilusão já basta eu pensar que sou forte suficiente.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
wordpress - dez de março/2010
muito café e pouco amor, ele se resumia nesta frase. Ele era essa frase. De frente. de verso, em outra fonte, em outro tamanho, até descrita por foto ou ilustração. Não é que ele não amava. Ele amava demais, só não enxergava,, apenas bebia.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
do dia #08/10
Foi bem aqui que tudo começou. Não. Aqui foi aonde terminou. Tudo começou na esquina de baixo. Mas quero falar daqui, deste lugar indescritível. Ela gritava e me xingava como uma louca, ou como uma amante, ou como uma histérica ou como alguém que amava.
Sei lá, deve ser paranóia minha, mas aqueles gritos não eram meus, não me pertenciam. Eu só conseguia ouvir Janis Joplin no meu fone, ou seja, ela cantou Janis de um jeito maravilhosamente lindo. Puta que pariu, nunca alguém cantou Joplin no meio da rua pra mim. Nem se quer em ambiente fechado. Orgasmo. Mas senti as lágrimas, sabia que era o fim. Mas aquele orgasmo tomou conta de mim e por nada nessa vida eu tiraria os fones para ouvir palavras sinceras. Por nada nessa vida perderia um orgasmo setentista.
Como ela chorava. Chorava demais. E meu orgasmo era forte demais para se comover com lágrimas que logo não existiram mais. Perdi dois quilos. Ela engordou sete (e me culpou por oito). Não havia desculpas, não havia redenção. Fiquei imóvel e ao mesmo tempo em movimento. É como se meu corpo girasse com os ponteiros do relógio na linha do horizonte, procurando o nascer do sol do dia seguinte. De repente percebi um silêncio dela. Um grito da Janis. Uma morte minha.
Enfim resolvi falar. Enfim resolvi olhar. Enfim não tirei os fones. Olhei bem fundo e pedi perdão. Ela com olhar carnívoro, me olhou e pensou em tudo que poderia repetir, as palavras de calão alto que poderia dizer acabando com minha moral na época eleitoral. Mas não, ela ficou em silêncio.
Completei com um silêncio médio e poucas palavras: você é adorável, mas não suficiente. And when you walk around the world, baby you said you’d try to look for the end of the road, cry cry cry baby. Come on.
Sei lá, deve ser paranóia minha, mas aqueles gritos não eram meus, não me pertenciam. Eu só conseguia ouvir Janis Joplin no meu fone, ou seja, ela cantou Janis de um jeito maravilhosamente lindo. Puta que pariu, nunca alguém cantou Joplin no meio da rua pra mim. Nem se quer em ambiente fechado. Orgasmo. Mas senti as lágrimas, sabia que era o fim. Mas aquele orgasmo tomou conta de mim e por nada nessa vida eu tiraria os fones para ouvir palavras sinceras. Por nada nessa vida perderia um orgasmo setentista.
Como ela chorava. Chorava demais. E meu orgasmo era forte demais para se comover com lágrimas que logo não existiram mais. Perdi dois quilos. Ela engordou sete (e me culpou por oito). Não havia desculpas, não havia redenção. Fiquei imóvel e ao mesmo tempo em movimento. É como se meu corpo girasse com os ponteiros do relógio na linha do horizonte, procurando o nascer do sol do dia seguinte. De repente percebi um silêncio dela. Um grito da Janis. Uma morte minha.
Enfim resolvi falar. Enfim resolvi olhar. Enfim não tirei os fones. Olhei bem fundo e pedi perdão. Ela com olhar carnívoro, me olhou e pensou em tudo que poderia repetir, as palavras de calão alto que poderia dizer acabando com minha moral na época eleitoral. Mas não, ela ficou em silêncio.
Completei com um silêncio médio e poucas palavras: você é adorável, mas não suficiente. And when you walk around the world, baby you said you’d try to look for the end of the road, cry cry cry baby. Come on.
#10:14
Flutando no silêncio da dor, eu já não era o que chamava de “eu”. Espelhos se aproximavam e se afastavam. Meus olhos lacrimejavam o chá da noite anterior. Socos no que me cercava, gritos silenciosos e sangue espalhado pelo organismo.
É irritante quando a personalidade te inferniza e não te deixa dormir, te obriga aos cigarros e ao café e você fica parado, como uma ameba, sem entender, sem se mover, sem sentir.
O caminhão passou por cima do que eu chamava de alma e nem buzinou. Os faróis vivem apagados e minhas manhãs agora são lentas, paradas.
Me sinto estranho e com falta. Com sua falta, com minha falta. Sobrou massa no bolo e faltou recheio para divertir os olhos juvenis das nossas crianças.
É irritante quando a personalidade te inferniza e não te deixa dormir, te obriga aos cigarros e ao café e você fica parado, como uma ameba, sem entender, sem se mover, sem sentir.
O caminhão passou por cima do que eu chamava de alma e nem buzinou. Os faróis vivem apagados e minhas manhãs agora são lentas, paradas.
Me sinto estranho e com falta. Com sua falta, com minha falta. Sobrou massa no bolo e faltou recheio para divertir os olhos juvenis das nossas crianças.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
10:06 #outubro quase no seu fim.
(...) muitos reclamam de saudades, tristezas, infelicidades. Eu só quero reclamar da falta. Se não fosse essa falta gigante na minha vida eu não estaria vomitando gírias e frases de outros olhos, de meus olhos, de minha ce_gueira.
Minha solidão se resumia naquela tarde. Frio, cigarros, café e logo uma garoa. Se ao menos chovesse de verdade eu seria obrigado a me recolher debaixo de algum telhado, uma proteção tercerizada, não sei ao certo, mas eu encontraria alguém mais para olhar. Mas cada gota que descia de sei lá onde, desta garoa de uma tarde de sábado me matava por dentro e me envolvia cada vez mais na minha solidão.
Eu beijei minha mão, senti meus pulsos, garganta e fígado. Ali era pura inocência, pura natureza. A tristeza divina bateu- me a porta.
Eu beijei minha mão, senti meus pulsos, garganta e fígado. Ali era pura inocência, pura natureza. A tristeza divina bateu- me a porta.
sábado, 7 de agosto de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
#lá de cima - 14/10/2009
Sonhar é inclassificável,
sonhar às duas e trinta da tarde é profundo.
Daqui vejo sonhos de Teresa, Pedro e Augusto;
Sinto Carlos, Mário e Adélia sonhando também;
Percebo Gerson, Gerson, Gerson.
Silenciar meus prazeres é um sonho,
sonho que não desejo a – realização
segunda-feira, 12 de julho de 2010
#12/07
Ela resolveu ir até a outra linha do metrô. A linha que em plena segunda- feira perdia totalmente o sentido. Mas era isso que a deixava bem. Ela só queria andar e observar as pessoas. Parava de vez em quando para reparar nas atitudes a sua frente - naqueles que tinham pressa, naqueles que se divertiam, naqueles que choravam, naqueles felizes demais, nos perdidos, nos novos, velhos, sábios e aprendizes de sábio. Ela achava tudo aquilo surreal para uma segunda- feira. Acendeu um cigarro.
Observei o cigarro queimando em sua mão congelada. Não, este cigarro não foi feito para tragar. Apenas para ver o tabaco ser queimado. Isso era de competência dela, somente dela. Desta garota que agora derramava lágrimas envergonhadas. Alguma tristeza atacaou a jovem? Alguma felicidade? Lembrança? Ou apenas emoção de queimar o tabaco e não tragar seu pulmão?
As lágrimas não podiam ser disfarçadas. Ela estava numa avenida movimentada e todos observavam aquela beleza molhada. Ela tentava fingir que era de felicidade. Mas jovem, desculpa, você sabe muito bem que tem lágrimas que não tem como disfarçar, e todos nós sabemos, isso é tristeza pura. Não quero julgar vossa senhoria, não quero achar que posso medir teus sentimentos, mas pelo menos encare suas tristezas.
Logo percebi que um rapaz se aproximava. Este rapaz, morador de rua, sem medo de tristezas chegou próximo a jovem, se entregou aos olhos mel da jovem e jogou para ela uma única palavra: encare. A jovem, sem reação, olhou para o morador da terra, desviou o olhar e agradeceu, de tal forma que ele e nem ela mesma conseguiu ouvir. Este, foi embora, sabia que o que poderia fazer pela criança, fez.
A jovem por um momento sofreu por dentro, abriu a bolsa e dessa vez acendeu um cigarro, tragou, tragou, tragou e jogou o médio cigarro no chão. Não era suficiente. Procurou a praça mais próxima, sentou num muro, pegou seu livro de capa clara, e acendeu seu radioativo e tragou como se a vida terminasse ali. Ou começasse.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
resolvi escrever (e talvez cheio de erros ortográficos)
Ele não pensou duas vezes, simplesmente jogou sua testa num impulso que seu corpo todo foi a frente, dando de frente ao único espelho do quarto. Sua testa controlava seus movimentos e seus olhares. Ali, era o momento que ele enfrentava seu maior medo: ele mesmo. Encarar naquele momento foi a pior coisa.
Não sei dizer se ele pensou, o que pensou. Ele só tinha um sentimento, um sentimento que voltou a pertencer seu corpo e alma nos últimos meses. A fuga. Ele sabia, sempre soube que ali não era o lugar dele. Aquele lugar lhe faz mal, vai corroendo aos poucos, e é graças a seus refúgios secretos que ele respira. Um ar que ora é puro e iludido e ora é poluído e cheio de risos sarcásticos.
Seus olhos andavam num movimento frenético, não eram linear, não tinha direção. Derrepente tudo apagou. Ele se jogou, pra aonde ele não sabia o que lhe esperava. Veio ao seu encontro um chão gelado cheio de monstros reais que começaram a despir o moço que anda perdido pela vida. Nú, era puro e sem sentimentos. Pena ter durado cinco segundo, pois logo veios os espelhos, e ele se observando nú foi como um pesadelo. Não por sua fisionomia desgastada, e sim por ver quem ele realmente era. Os vultos perseguiam no chão, e derrepente a água caiu na cabeça ensanguentada, e aquela água de vidro era o que ele chamava naquele momento de eu-despedaçado.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
##
Eu só precisava encontrar um equilíbrio naquela casa que já foi palco de um filme cheio de pré e adolescentes, imune a vida, ou que se sentiam tão imune que não calculavam o peso de seus dedos sobre o ar da nova estação. Eu tinha meu equilíbrio no quarto do lado, mas eu não sabia como utilizar: se bastava abrir, ou se consumia ao máximo. Não sabia se dizia olá ou simplesmente abaixava a cabeça e entrava sobre seu-meu domínio. Eu era tão frágil naquela escuridão, que minhas forças foram atividas pelo sei la o que, e, foi dominando minha alma e meu físico, trazendo a linha de meus olhos o que eu precisava ser. Alguém que sente, mas que deixou de brincar. Nunca fui um ser forte. Não serei. Mas terei momentos de força como as noites psicodélicas do fruto da orgia noturna.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
#
Te observava do segunda andar, e você, sozinha, fingia não me ver, fingia não poder me ver, mas por dentro, por dentro de seus mais secretos desejos, eu sei que você me olhava, até desejava, mas jamais admitiu tal atração. Jamais quis se atrair por alguém que te olha por cima.
orgulho corrói
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
# 21:31
rodeada de olhares, ela simplesmente fechou seus olhos, como quem fecha o coração quando há dor, e sua vontade agora era intangível e, segurando os olhos fechados, ela sentiu o que jamais imaginava que encontraria um dia: uma garota desconhecida e perdida entre os lírios, solta na terra, sem nome, sem documento e sem sentimentos.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
sim,
- a vida perde toda a credibilidade quando fica nua a nossa frente.
Esta noite eu sabia, ele precisava somente de uma coisa: de um plano de fuga; uma fuga a dois e uma morte à três.
domingo, 25 de abril de 2010
#
Eu vivo caindo nessa coisa, nesse sentimento, nessa inocência madura chamada loucura. L. O. U. C. U. R. A.
Isso não é algo racional, para pensar, feito para tocar e poder contar qual sua forma e até onde dura. É algo que sempre vai pertencer a quem deixou ela entrar, para quem abriu a porta. E eu exclamei: Entre.
Afirmo: existe esta troca de desejos, da loucura e do louco. O louco e a loucura, - talvez um amor sem fim; talvez um ódio sem ponto de partida.
Essa noite a loucura conversou comigo, e pediu que eu ficasse até um pouco mais tarde, fazendo companhia. Ela também sente medo.
e sem tocar, eu já amava.
terça-feira, 20 de abril de 2010
utopia.
E meu maior desejo naquela manhã (nesta) nem tão fria de abril, era ter sua calça branca junto a minha calça suja. Ah, como eu queria ser feliz assim nas viagens matinais. Distribuiria rosas.
mas é só uma utopia.
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