segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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encharcado de meu próprio suor,
bêbado do meu próprio sangue.
meu corpo joga na cara,
meu corpo grita meu medo,
e meu rosto inventa uma fuga e outra fuga;
o relógio adianta que é muito cedo.
não vou gastar minhas lágrimas de dor,
nem as de alegria;
sonhos são apenas sonhos;
- e paixão já não me pertence.
não sei o que a mim pertence.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
mom_ento
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
CCSP - 13:09 (algum dia)
tenho medo.
Continuo,
agarro o vazio,
policio os amores,
versos nú entrelaçam
o que é meu,
o que não tem dono,
e o que deixou de ser.
Meus pés travam:
Paro e olho para o meu corpo,
não me reconheço
e meu corpo grita, aclama e pede por palmas.
Vejo dedos salientes,
tronco negro,
joelhos calados,
pés de andarilho.
Começo a reconhecer- me,
entro em estado ísta,
não é uma mudança,
é apenas a - ressureição - de minha identidade.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Na curva central
apenas me encontro,
e me vejo encostado ao mar e a natureza calma.
O ar chega derrepente,
espero vento, mas só há ar hoje.
Chega de leve e se aconchega,
rela em meus dedos, me segura e lambe minha retina.
Agora, encontro- me entregue ao desconhecido,
algum corpo vazio predomina um outro cheio,
cheio de dores, tristezas e sorrisos.
Me vejo ao chão em segundos seguintes,
não há cor no primeiro momento, apenas formas para se colorir,
é um momento esdrúxulo e vai se amarelando.
As formas se restringem agora. Loucura minha, corpo teu.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
esta carne gasta
e essas angústias que não sai do corpo,
essa dor que sempre arde e que eu vejo passar;
arranho- me completamente até o sangue denunciar a dor,
até minha carne brilhar à luz do dia.
as baterias estalam e meu coração explode;
a energia é contrária;
quero o inevitável;
o desejo não pode se questionar: meu alimento.
não sei definir a angústia,
não tenho tal vontade;
minha sombra é minha dor,
minha angústia tem reflexo no prazer.
minha mente agora dilata,
dilata odores e formas;
é minha maneira de gritar;
modo único? óbvio que não.
só sei escrever quando sentimentos são profundos,
e neste instante não sei o que é ser profundo,
não sei o que sou, não sei o que sinto.
nem sei se sinto e se sou.
estou cá, lá, acolá,
e não estou.
as dores mais insanas são as de tardes ensolaradas,
tardes de suor e tesão morto.